Semana Mundial de Aleitamento Materno: todos
os nutrientes na medida certa para o bebê



Semana Mundial de Aleitamento Materno
Cássia Kiss, madrinha da Semana Mundial da Amamentação no Brasil, com a família, gravando o filme de divulgação, realizado pelo jornalista Sergio Brandão e a equipe da VídeoCiência.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) defende que o leite materno é o único alimento capaz de oferecer todos os nutrientes na quantidade exata que o bebê precisa. Para combater o marketing abusivo de alimentos, que podem prejudicar o aleitamento, o Ministério da Saúde escolheu como tema da Semana Mundial de Aleitamento Materno, que vai até o dia 7 de agosto, "Amamentação. Garantir este direito é responsabilidade de todos". A campanha pretende estimular as mães a amamentar mais seus filhos, e por mais tempo.

De acordo com a SBP, as mamadeiras e chupetas devem ser evitadas durante o aleitamento pois podem mudar a maneira de mamar dos bebês e fazer com que eles abandonem o peito.

A manutenção do aleitamento materno mesmo depois da introdução de outros alimentos na nutrição do bebê é recomendada não só pela SBP como também pela Organização Mundial da Saúde (OMS), já que, segundo pediatras, bebês de seis a oito meses obtêm 70% de suas necessidades energéticas do leite materno.

As mães que não amamentam os filhos até a idade recomendada o fazem por ignorância. A maioria não reconhece a importância desse ato. Infelizmente, nosso país ainda é muito pobre, com mulheres muito desinformadas. Pior são aquelas que não amamentam por uma questão estética - comenta Cássia Kiss, que amamentou seus outros três filhos até pelo menos um ano de idade.

Segundo a pediatra Elsa Giugliani, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SBP, estudos antropológicos sugerem que a duração da amamentação na espécie humana deveria ser de 2 a 3 anos, em média, idade em que costuma ocorrer o desmame naturalmente.

- As mães que precisam voltar ao trabalho podem colher o leite e mantê-lo refrigerado para que seja dado ao filho na sua ausência. Isso ajudará a manter sua produção de leite e ela poderá dar o peito nos períodos em que estiver em casa. Assim o filho continuará não só recebendo o alimento, como tendo contato com o seio materno, que é muito importante - aconselha Elsa.

A pediatra lembra que nos anos de 60 e 70, em várias partes do mundo, incluindo o Brasil, houve um dramático declínio das taxas de aleitamento materno, com implicações desastrosas, como a desnutrição e a alta mortalidade infantil em áreas menos desenvolvidas.

- Precisamos recuperar a cultura do aleitamento materno. Além de nutrir a criança, a amamentação também permite o contato físico com a mãe, a identificação recíproca e o despertar de respostas a estímulos sensoriais compartilhados, base fundamental para o vínculo afetivo entre mãe e filho - ressalta o presidente da SBP, Dioclécio Campos Jr.

Nas décadas de 1980 e 1990, em resposta a diversas ações de promoção do aleitamento materno, as taxas aumentaram consideravelmente no país. A média de duração, que era de apenas 2,5 meses em 1975, passou a ser de 5,5 meses em 1989, 7 meses em 1996 e de 10 meses em 1999, de acordo com pesquisa do Ministério da Saúde.

A Semana Mundial de Aleitamento Materno foi idealizada pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (Waba, na sigla em inglês) e tem sido comemorada desde 1992, em cerca de 120 países. A Waba também define anualmente o tema central da ação, que passa a ser discutido nos diversos países, unificando as comemorações em todo o mundo.

VEJA O FILME  Amamentação 2006, realizado pela VideoCiência, com Cássia Kiss, seus filhos e o marido, Sergio Brandão, responsável também pela direção. Todos doaram seu trabalho para a campanha.







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